domingo, 12 de abril de 2009

bicleta heólica


  • alguns anos viajando de bike,

* 2005 Bagé à caçapava à Pedra do Segredo, voltando por
Lavras (total: 146 km).
*2006 Pedra do segredo
*2006 Cassino a Chuy 250km, ao fórum binacional Brasil-Uruguai. Eu e o Rodrigo marcão.

*2007 Litoral do Uruguai 700 km.

Foram 10 dias, Eu, Rodrigo e Gustavo (gusbi). uma das melhores viagens! Para voltar nos indicaram um atalho pela serra de la rocha, lugar deslumbrante. (Sem fotos, só na cabeça.)
*2008 fev. À montevidel

Foram 10 dias, 700km muito sol , aja babosa (Aloe vera) par hidratar e muita água.








11/02/ 2009. Litoral Gaucho:

parte do objetivo desta viagem era ir em três cachoeiras pegar informações da cooperativa ecológica par ver a possibilidade de fazer uma cooperativa em Bagé no lugar da nutrifibras
Tragetória: Saida de torres com final da viagem em Cidreira, encaixotar a bici, pegar ônibus até POA, POA, Bagé.

com uma bici de 1970 aproximadamente, sem marcha mas muito valente.
nome dela: princesa








Alimentação patrocinada pela nutrifibras, Produtos naturais (Bagé RS) :


base: aveia orgânica,( Tônica geral, mantem uma energia estável por umas boas 3 horas ou mais, acompanhada de alguma fruta bioregional que se compra no caminho).

E a bendita Água




Primeiros Dia: Acordei de madrugada no camping guaritas arrumei as bagagens na pricesa me despedi da dona que me desejou boa viagem!Eu estava feliz da vida por estar penetrando em uma viagem, por um território desconhecido.

Bom primeiro Três cachoeiras, pedalei um pouco até itapeva tive que voltar uns km pela estrada do mar para pegar um estrada de chão que liga até a 101. Já por à 101 que é terrível, perigosissíma, cheguei a Três Cachoeiras, Eu estivera hà dois anos lá e encontrei denovo a mesma guria encarregada sobre a cooperativa muito simpatica e lembrou de mim, ela me disse que esta um pouco estagnado o número de sócios, que a maioria do pessoal prefere comprar no mercado e não dão muito valor, me falou que tiveram que mudar a política, com os cooperados por não estar dando par pagar as contas, por ser uma cooperativa eu pensei que teria mais interessados e aumentária o uso de orgânicos beneficiando a saúde coletiva e da terra, mas vi que para mudar as massas é realmente difícil.


Enfim segui viagem...

Chegando de noite a Curumin fiquei num camping.

Segundo dia: 12/02/09


Sai cedo do camping pedalei e pedalei pala a areia entre as pessoas das praias acampei num matinho de pinheiros




Terceiro dia 13/02/09




vento à favor, por sorte achei uma pipa de lona que




adaptei como uma vela na bicicleta, andei um dia inteiro com bons ventos me impulsionando.


Como a bicicleta não tinha marcha, uma caloi velha, princesa, havia um certo risco de quebrar alguma coisa mas eu tinha fé que tudo ia dar certo.




Levei pouco dinheiro, estragou a bomba tive que comprar outra, não sabia o valor da 1´passagem e estava economizando so gastava em frutas para adicionar na aveia e ainda chorava mais barato frutas passadas e me diziam que depois eles destrocavam e não valia a pena dar desconto então racionei a comida








Cheguei em Cidreira, estava dando certo o invento da vela ate um pessoal praia aplaudiu quando eu passei sem pedalar e com velocidade. Gostei tando da vela que decidi seguir até São José do Norte, fui numa lan hause, no google e imprimi um novo mapa do novo caminho ai ja sobrou um dinheiro, beleza fiz a feira de mantimentos, maravilha de abacaxi de terra de areia bem docinho bem barato,








Ja de noite os ventos ganharam força e a bikeheólica voava a alta velocidade.



Fazia duas refeições por dia café da manha, aveia orgânica e frutas, banana ou abacaxi e de tarde Aveia Orgânica, tomate, etc., puxando para o salgado .











Como acampava nas dunas, sozinho no som das ondas não comia de noite para dormir rápido e pelo fato de não presisar de energia para dormir mas sim de descanço, repouso e paz mental

e acordava cedo e bem disposto



14/02/2009 Quarto Dia:








Pensei em aprimorar a vela ja que a pequena pipa deu certo comprar uma lona na próxima praia e fazer uma super vela, haa! mas para que comprar uma lona se tenho a lona da barraca ? no mesmo instante, surgiu de alguns pescadores que deixaram umas varas de bambu crioulo e cordas de varal bem novas , parecia que o universo estava conspirando a meu favor , eu um rapaz solitário viajando pela beira da praia adimirando as belezas da natureza litorânea contemplado por uma enorme mare de sortilégios e bençãos , agradecido enormemente a mãe Iemanja por suas hostes Aprimorei a idéia



















criei uma vela com bambu e cordas que os pescadores haviam deixado para trás junto com a lona da barraca.




Ai dificil foi ficar parado a biciheólica andava até na areia solta sem que eu pedalasse quando a noite chegava com os vento mais fortes parecia um foguete chegava aos 40km/h eu so me dava o trabalho de ter que desviar de algum possivel obstaculo, e contemplar a mudança maravilhosa das cores do dia para noite, pude perceber também que a mare ja estava recuando com o final da lua cheia , o que deixava a areia mais firme para eu passar e progredir mais rápido.






Como o vento resseca, eu colocava uma camiseta protegendo

os lábios para não rachar, também protegia do sol.

Não usei protetor solar e nem levei pois com a alimentação natural harmonizada com a estação das colheitas de abacaxi e banana me conferiram uma resistencia natural ao sol,

usei camiseta de manga comprida e calça leve comprida. boné .



25/02/2009 Quinto dia:



Parecia que o vento da noite não havia cessado e ja de manha icei vela.

Na quelas alturas ja não havia mais civilização como tinha antes e eu estava cada vez mais imerso no transe desta aventura.


Vi que a correia da princesa ja estava ringindo e seca como meus lábios, so não havia partido,

por sorte estava passando por uma aldeia de pescadores, era de manhã cedo e havia alguns pela praia recolhendo redes, parei para pedir informações, me apresentei contei de onde vinha e perguntei se havia algum lugar no vilarejo onde poderia conseguir óleo para lubrificar a correia, eles disseram que não, mas um deles muito generoso me levou até sua casa e me deu um pouco de óleo de seu caminhão conheci sua esposa também que me deu um pão muito bom, fui numa venda e comprei um suco de uva integral bebi num gole, comi o pão comprei provisões agradeci a hospitalidade, ganhei mais uma garra´fa com óleo e sai com desejos de boa viagem.




Dali para frente não vi mais ninguem não presisava pedalar pois o vento me levava mais rápido se eu o quisese, foi assim o dia inteiro sentado na bici so manejando o guidão e um fio que usava de leme para direcionar o balão, formado como uma bolsa de ar ,

Para parar so deitando a bici , outra benefício era que o balão também servia de proteção do sol


Consegui água em uma casinha para dentro das dunas com umas mulheres que logo que me viram uma delas saiu correndo para o otra casainha e pegou uma coisa enrolada em um pano vermelho que eu vi de longe eu deduzi ser uma arma , provavelmentye os maridos etivessem pescando e elas so estavam se protegendo ,mas eu arrisquei ir até lá não tinha porque fugir temer ,so queria saber onde estava e um pouco de água que me foram cedidos e eu estava em Currau velho, tinha um catavento girando com força eu perguntei e ela me disseram que era para produzir eletricidade e puxar água , enfim quando bebi a água puxada por energia renovável tive uma ótima surpresa pois era a melhor água que ja havia bebido durante toda a viagem, diferente de todas outras era salgada e doce leve, naturalmente gelada parece que vinha em mente a imagem , sensação de estar dentro do poço argiloso e gelado, agradeci e segui.






Na praia deserta após um banho de mar nas águas limpas mudei minha percepção da realidade segui levando a bici por um tempo caminhando com o balão fechado.
Depois inflei o balão mágico e segui a toda por prais desertas o dia inteiro sem ver uma viva alma
muitos quilômetros em alta velocidade meus olhos parece que estvam enxergando melhor com maior velocidade , minha mente parece que processava as coisa com desapego em tudo que via sem julgar voava de uma imagen a outra tudo muito rápido porque na minha percepção eu tinha que passar aquela parte com segurança e presisava dos aguçados, parece que o tempo estava alterado e ao mesmo tempo a bicicleta estava a velocidades inimagináveis estava fazendo grande força para segurar o guidão quase não conseguia mande-la em equilíbrio, o balão tinha descido um pouco, cedido, tinha que me abaixar fazer esforço para enxergar à frente e desviar de animais mortos valas de areia pedaços de barcos tive que resistir, gastaria muita energia se parase para arrumar o balão e no entanto ele estava funcionando muito bem fui cada vez mais profundo ja não tinha nada em mente so me segurava a bicicleta e ela me conduzia ao além sentia um pouco de frio com o entardecer mas não tinha motivação para me agasalhar seguia tentando ir o mais longe que eu podia, foi uma longa tarde diferente de qualquer outra que ja havia passado parecia ate que eu ja estava morto, ou na beira da morte num veiculo que eu conduzia entre a vida e a morte, talvez eu tenha atravesado a linha tenue que faz esta separação , não era mais eu , era o puro instinto que operava dissolvido nas paisagens do todo.


quando ia chegando a noite resolvi gravar aquele momento incrivel que eu vivera parei a bici peguei o celular com o objetico de filmar a bici se locomovendo a aquelas velocidades incriveis, com muito esforço levantei a bici e quando encheu o balão com a força do vento quebrou o bambu que a sustentava, se foi minha vela ,meu balão, pude perceber que o eixo da roda da frente tambem havia quebrado a algum tempo atras e eu vinha a toda velocidade por sorte que não me estoporei.


decidi acampar por ali para dentro em uma mata de pinheiros, ja era demais para mim, foi amelhor noite melhor acampamento , naquela altura ja estava falando com as árvores coisa que eu acredito que possa acontecer, elas me deram a melhor noite de descanço em meio a um bosque mágico com um tapete de conchão de suas folhas secas


Acordei juntei tudo e segui pedalando cheguei as 13:00h em São Jose do Norte de volta á civilização voltei a confluência das energias mundanas, pegando a balsa até Rio Grande, 14:00 estava embarcando para Bagé. Feliz da Vida. A certa altura, no mei da viagem fui no banheiro repirar um ar dar uma mijada uma cagada , o ônibus parou e eu no banheiro enfim fiquei mais um pouco depois naturalmente sai, quando ia sentando no meu assento uma voz conhecida me chama eu olho e era meu grande amigo e grande mestre , Jaime Carvalho do meu lado , ai ja seguimos proseando, ele me contando os couso das construções e eu os meu da viagem, ele ficou feliz porque eu estive me aventurando e dali ja surgiu a ídéia de nós descemos

o rio camaqüã de descemos o camaqüã junto com a sua prezada esposa Roberta Coimbra Querida amiga. É isso quanto mais fizermos as coisas que gostamos, mais às faremos!.


















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































quinta-feira, 2 de abril de 2009

Icamaquã

O fascinio


Primeiro uma vontade....
Passava pelas pontes olhava a água e ficava suspirando.
Sempre contemplava o rio e aquele fascinio de mistério, suas águas limpidas ligeiramente esmeralda, as vezes toldadas e revoltas. sempre ouvi falar dos perigos e de como trechos obscuros poderiam tornar navegantes incautos vítimas de suas águas.

Outro dia o Michel vinha de uma viagem pelo litoral e disse:

- temos um barco!




-Um bote inflável para tres pessoas!



-Vamos descer o Rio camaquã.






Rapidamente nos organizamos, Roberta, jaime de piratini e michel de Bagé.





Pensamos na excencialidade das coisas, o que levar?




Nossa primeira lista:







-isqueiro, velas, dois ferros de construção de 40 centimetros, uma boa panela esmaltada de 5 litros, tres colheres, tres pratos de metal, um bule de um litro esmaltado, 2 kg de arroz quilombola, um vidro de sal, alho, cebola, sacos plásticos, dois colchonetes, uma muchila de lona, uma pochete para documentos, uma máquina fotográfica digital, umas roupas para tres dias, canecas, além de uma barra de sabão comum e escovas de dente.
Acrescentamos ainda duas lonas pretas, tres coletes salva vidas, corda de nailon ceda;

Complementamos nossa alimentação com 1 kg de bananas passas, 2kg de ervilhas em grão, 1kg de aveia em flocos, 300 gramas de cacau, 250 gramas de café, açucar mascavo, um pote de mel, alguns caquis frescos, limões e uma garrafa de canha que ninguém é de ferro.

A viagem






A Mãe do michel nos levou de carona até o onibus.
Pegamos o onibus planalto na rodoviária de bagé, do meio dia, fomos até as palmas, descemos após a ponte e do lado direito do barranco ultrapassamos uma cerca e chegamos no rio.

Que bonito cheio de pedras arredondadas de diferentes matizes e formas, estava muito calor uns trinta graus, e o michel se atracou a encher o bote enquato a gente trocava de roupa.
- De repente Pum !

- Que foi isto será que logo de início a gente já estourou o bote?
- verificamos de todos os lados, erguemos ele e pensamos será que aguenta o trecho?


- Fabricado na china, de concepção americana , nacionalidade uruguaia e adoção brasileira o bote aguentou e ficou estufado e bem esticado. até umas almofadas o bote possui. Os remos então levinhos, de aluminio e plástico.

Ajustamos as muchilas, atamos com borrachas de camaras de caminhão, e saimos remando suavemente.
Nem tanto pois logo encontramos cascalhos e o michel ao se apoiar, cortou o pé em uma pedra. ficamos preocupados, mas o vivente é taura e seguimos maravilhados como os paredões de pedra nesta altura gres, arenito da formação guaritas. Encontramos muitas árvores caídas, muitas delas arrancadas pela força das águas formando uma trama perigosa pela possibilidade de afundar o bote,





a topografia do rio é assim:











- poços profundos ao lado de paredões de pedra e barrancos de mato, areais e cascalheiras rasas.




Talvez fosse imaginação mas a medida em que avançamos també me parecia que nos tornamos parte do rio e este nos acolheu de forma amistosa, pois tivemos tempo bom sempre e mesmo quando o vento nos parava era para desfrutar a paisagem não tenho queixas, foram dias de muita tranquilidade.
Exceto bandos de caçadores de capinchos com suas matilhas de cães;
Quadrilhas de pescadores com suas redes trancando o rio, várias vezes como no poço do do dourado entre Santana da boa vista e Pinheiro Machado e também na foz do arroio grande divisa de Piratini;
Que além de assoreado está poluído de agrotóxicos, das lavouras lindeiras de soja transgênica, triste praga monocultural que arrasa as paisagens, e de eucalptais e outras monoculturas de arvores que agora são moda patrocinadas pela VCP,;
Também fomos ameaçados por piratas -pescadores- lavoureiros, legítimos vampiros do rio que além de armados de armas de grosso calibre, empunham ameaça a nossa passagem com suas redes trancando de margem á margem.
Podemos citar também o gado que empesteia as matas, açulados pelo fogo nos bosques, avanço secular que acentuou se com a restrição dos campos pelas monoculturas de celulose.